20 maio 2010

Mãos Humanas (#39 dias)

Eu posso ficar aqui, assim, olhando pro teto, absorto, deixando-me ir bem longe com minha subjetividade treinada e minha parte afetiva, que anda um tanto acentuada, ao extremo, eu nunca sintetizaria ou traduziria o que acontece comigo nestes dias. Simbolicamente, talvez, e quem sabe, eu chamaria de amor e felicidade e ainda pareceria tão parco, pouco, opaco e até vazio. Pareceria-me um caminho muito fácil, justamente por sê-lo. E dos adjetivos que eu sempre conheci, sempre usei, que fazem parte do que me ajuda a retratar com exatidão a proporção das coisas, nem um atende minhas necessidades nesse caso, nem hiperbolicamente. Na verdade, já que o papo é esse, tudo me soa eufêmico. Desculpe-me, francamente, mas sou incapaz de dizer o que eu sei que sinto, tenho mãos humanas (humanas demais) pra escrever algo tão muito pra mim.

2 comentários:

Alice Maneschy disse...

Tentar decifrar a beleza dos teus beijos é tão vão quanto viver sem ti.
Amo.
Muito.

Ana Cláudia disse...

avepai!
retundante...
mas é isso aí, o/