28 abril 2007

Eba, até que enfim.

Frio. Elegância dividida entre Syd e Bob. Passeio pela rua enquanto todos querem ir, querem dormir. A voz rouca, as bebidas geladas, sorrisos, os abraços apertados e quentes. Um jazz, uma música decente, um ruído de motor, um silêncio, é tudo tão diferente mas não. As cordas novas e enferrujadas, mas sabe, eu gosto do arranhar. (dói minha cabeça)

25 abril 2007

No Caminho;


Pegar a bicicleta, uma máquina e o discman.

Fotografar lugares bonitos, momentos inusitados.

Passear e exercitar-se. Relaxar com um cigarro.

Ouvir as músicas preferidas dos dias tristes nas horas boas de felicidade.

Tirar da cabeça aqueles probleminhas.

Sei lá, coisas assim, por aí.


(Keane - Is It Any Wonder?)

18 abril 2007

Cadê o whisky, porra?!

...a cinza foi girando e caindo, como as folhas costumavam fazer no outono antes dessa história de aquecimento global, menstruação, vegetarianismo opcional, reggae virar uma mania de uma cidade num mundo onde não ser simpatizante do homossexualismo é ser homofóbico. pois bem, continuando, e eu também, mas caía reto. só não sei se não encontrarei nunca o chão que me espera ou se já estou nele com a sensação de estar caindo.

Attila Zoller - Blues In The Closet

17 abril 2007

Viciado

Eu, assim por vício, ainda sonho com um amor pra velhice. Assim, daqui pra frente só um, só esse, o mesmo. E às vezes me pego chocado, tocado por pensamentos, algo da consciência, sabe? E também penso no que passo. E que me faz tentar parar de acreditar. Não desistir mas esquecer, achar que é utopia e que não tem fundamento, mas eu quero, eu não sei como é estar sem isso na mochila. Mas não é nenhum costume, não.

Ao som de Keane - Is it any wonder?

(me faz chorar e é feito pra rir)

16 abril 2007

Uma metade.

Eu sou a metade
De algo que eu quero
Metade quase exata
Não se trata de tamanho
Independe de medidas
Exatidão adquirida
Por coincidências
Nas idas e vindas
Nos espelhos da vida.

11 abril 2007

Será que é mesmo um espelho?
Se eu me importasse mesmo com isso não ia querer.



Da febre ao vazio
Mergulho, me afogo
A mão a sós, o frio.

De passo em passo
Caminho, me perco
A boca e um cigarro.

Do silêncio ao som
Palavras, me engasgo
Travesseiro pra quê?




E um dilema.


É melhor não...

10 abril 2007

Vai, vai....

Quero toda certeza, chega de confusão. Quero toda presença, chega de metades. Quero toda atenção, chega de piedade. Quero todo carinho, chega de passatempo.

Apesar de novo é verdadeiro. Apesar de verdadeiro é finito. Apesar de finito não tem prazo de validade. Por isso, quero tudo e quero agora. Prefiro me afogar que só matar a sede. Gosto de branco e preto mas essas são as cores que meus olhos querem ver.

Em mim desenha-se segredos que eu guardo pra mim mas eu repartindo estou mais leve e isso é bem melhor. Confiança, esperança e mudança.

Aliás, Strokes é muito foda, vai se fuder!

06 abril 2007

Carioca.

Às vezes só o que você precisa é ouvir um bom disco pra limpar sua merda de cabeça lotada de porcarias e traumas. Ou quem sabe dormir ao invés de ficar lendo noite adentro aquelas baboseiras que só ensinam o que você já aprendeu, sozinho.

05 abril 2007

Tsc tsc tsc ¬¬"

-4:01...
-...
-Tira essa âncora do meu pé esquerdo?
-...
-Hã?!
-...

(I'm Going Undeeeeeeerrr.....)

Ao som de Peeping Tom - Mojo

04 abril 2007

Putz, começou...

É, vizinhos, definitivamente, são muito estranhos, de vez em quando. E não tem jeito, você sempre flagra alguma atitude duvidosa, não pejorativamente, mas algo que você não faria nunca fora de si e quem dirá em sã consciência. Não digo só mandar a polícia invadir o apartamento do morador novo pra ver se tem drogas ou transar na escada quando chega da balada numa situação que não dá tempo nem de abrir a porta, não estou me referindo a qualquer conseqüencia do abuso de bebidas alcoólicas, se é que vocês me entendem. Eu quero dizer sobre você, quando passa pelo estacionamento do seu condomínio ou edifício completamente absorto, com coisas da vida grudadas como se tivessem sido atropeladas no asfalto que o cérebro é, e de repente, ouve num carro estacionado uma música tocando, não muito alta e vê que no carro, que devia estar abandonado, está aquele seu vizinho que você sempre soube que não é normal curtindo uma solidão numa noite quente de quarta-feira.


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Olhos com umidade,
No fundo, humildade
No fim só é saudade.

Vontade corrosiva,
Só quero que eu sobreviva
Nessa contagem regressiva.

Olhos com vontade,
No fundo, que eu sobreviva.
Contagem só é saudade.


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Ao som de Gal Costa - Pérola Negra

01 abril 2007

Parece.

É incrivel como tem certos dias em que você tem que se sentir um borrão no ar, sabe? Até meio maluco, talvez. Eu não sei, meu. É foda.
Quando se dá conta, já fez as pazes depois de brigar com a vida por coisas banais e tá triste, de novo, por pensar, erradamente, em deslizes possíveis e acha que desistir daquilo que você vê no espelho todos os dias é melhor solução... pra qualquer coisa, qualquer alguém. E até mesmo, quando não é qualquer alguém, que nesse caso não é. Então, você conta as moedas com o amor, achando que não vai conseguir ir pra home sick home* e quando percebe já está com a fortuna necessária em mãos. Pega o ônibus com a mente ultrajazz, desconta 12,5% de sua riqueza adquirida que lhes são por direito. De repente, você nem sabe que direito é esse e eu aqui falando... tsc tsc... mas enfim, nem eu sei também, porque, na realidade, ele não existe, sabe? Continuando, após descontar o seu pseudodireito ridículo e guardá-lo no bolso da sua camisa, você entrega aquela quantia de dinheiro para o responsável da atividade de coletar a taxa padrão do transporte público, que, bom, é o cobrador, e o infeliz e mentecapto ao obtê-la, a defenestra sem nem cogitar a sombra da idéia de contá-la. E sua primeira reação é não acreditar que isso aconteceu, afinal, não tem o menor cabimento. Só que você viu, já passou a roleta pensando na cena e tentando, sem sucesso, entender e sentou em qualquer assento disponível do coletivo continuando, em vão, nesse propósito. A fúria e a violência já dançam felizes nos seus olhos e na sua testa o letreiro escrito "babaca" brilha como nunca. Nos seus vasos sangüíneos correm todo o tipo de vontades absurdas mas ao chegarem com o ar no seu cérebro doente, elas são barradas devido a decência que a cidade e a sociedade lhe ensinaram a ter. Ou a fingir que que tem. Ou a fingir que aprendeu ter. Ou a que aprendeu a fingir tê-la! De qualquer forma, lá está você com algo atravessado na garganta imaginando quantos projéteis poderia depositar naquele imundo saco de banha nojento. E olhando pela janela achando como seria legal fotografar as putas fazendo ponto na esquina de uma igreja evangélica daquelas.
Assim, quando ainda indignado mas conformado chega em casa dá um toque no telefone móvel da namorada, como foi pré-combinado, pra avisar que havia chegado são e salvo. Toma um chá e entra na internet. Boa noite.

*Home Sick Home é uma canção do Faith No More, mas a citação só se dá devido analogia ao dito "home sweet home", que de fato não convém!