20 maio 2010
Mãos Humanas (#39 dias)
Eu posso ficar aqui, assim, olhando pro teto, absorto, deixando-me ir bem longe com minha subjetividade treinada e minha parte afetiva, que anda um tanto acentuada, ao extremo, eu nunca sintetizaria ou traduziria o que acontece comigo nestes dias. Simbolicamente, talvez, e quem sabe, eu chamaria de amor e felicidade e ainda pareceria tão parco, pouco, opaco e até vazio. Pareceria-me um caminho muito fácil, justamente por sê-lo. E dos adjetivos que eu sempre conheci, sempre usei, que fazem parte do que me ajuda a retratar com exatidão a proporção das coisas, nem um atende minhas necessidades nesse caso, nem hiperbolicamente. Na verdade, já que o papo é esse, tudo me soa eufêmico. Desculpe-me, francamente, mas sou incapaz de dizer o que eu sei que sinto, tenho mãos humanas (humanas demais) pra escrever algo tão muito pra mim.
18 maio 2010
Me Deixas Louco
Amor meu,
belíssima mulher de noites e dias de sonhos reais que eu apenas tenho a viver, fiquei tendo previsões (ou seriam objetivos pré-planejados, btw) que me excitaram em demasia e me deixaram bastante ouriçado, e ansioso, mais do que eu já estava, digamos que, desde nossa primeira troca de palavras. Nelas, estas visões, eu me via, consigo, por ruas numa noite fria e sugestiva de Curitiba, ambos bêbados, eu com uma garrafa de vinho tinto na mão esquerda e com o maravilindo Marlboro vermelho na direita, amarelando meus dedos e pra você, diante dos meus queridos amigos, estava eu a cantar uma singular canção de amor que me toca demasiado e você simplesmente transformando minhas palavras em ações, como eu almejava em silêncio - apaixonei-me profundamente ainda mais naquele breve instate inebriante de paixão. Noutras, estávamos prestes a nos amar doce e sobejamente, e pelas suas costas, ao pé do ouvido, sussurrava-lhe a mesma canção. Você, do alto de sua inacreditável beleza, nua, naturalmente, e de olhos fechados, com muito sono e cansaço, muito embora com incontrolável sede e fome, justamente como eu, me recebia e atendia e entendia sem sombras de tédio que assim é e será o nosso amor. Amo-lhe, sabia?!
belíssima mulher de noites e dias de sonhos reais que eu apenas tenho a viver, fiquei tendo previsões (ou seriam objetivos pré-planejados, btw) que me excitaram em demasia e me deixaram bastante ouriçado, e ansioso, mais do que eu já estava, digamos que, desde nossa primeira troca de palavras. Nelas, estas visões, eu me via, consigo, por ruas numa noite fria e sugestiva de Curitiba, ambos bêbados, eu com uma garrafa de vinho tinto na mão esquerda e com o maravilindo Marlboro vermelho na direita, amarelando meus dedos e pra você, diante dos meus queridos amigos, estava eu a cantar uma singular canção de amor que me toca demasiado e você simplesmente transformando minhas palavras em ações, como eu almejava em silêncio - apaixonei-me profundamente ainda mais naquele breve instate inebriante de paixão. Noutras, estávamos prestes a nos amar doce e sobejamente, e pelas suas costas, ao pé do ouvido, sussurrava-lhe a mesma canção. Você, do alto de sua inacreditável beleza, nua, naturalmente, e de olhos fechados, com muito sono e cansaço, muito embora com incontrolável sede e fome, justamente como eu, me recebia e atendia e entendia sem sombras de tédio que assim é e será o nosso amor. Amo-lhe, sabia?!
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