20 outubro 2008

Como disco de vitrola.

Felizmente* acho que as coisas começam se encaminhar. Profecia? Não. Volto aqui, acho que os ensaios também estão a caminho. Vou escrever de novo. Ou não. Enfim. Fica em aberto.
* = palavra rara a vida, perigosa.

24 junho 2008

QUANDO ANDO PENSANDO.

Ando pensando que, ultimamente, ao andar por aí pensando nas coisas, se encontra pensamentos perdidos como conhecidos que caminham pra cima e pra baixo, nos bares, nas ruas. Incrível, não?
(Isso acontece quando eu estou parado também, sozinho ou não.)
Madrugadas em claro falando sobre as ligações entre o metano liberado por humanos e animais e a Globalização, Internet, enfim, pensando bobagens, mas sendo ouvido.
(Eu achei isso supergostoso.)
Penso também na quantidade que eu tenho ingerido de coisas que me destróem aos poucos mas me satisfazem e me dão prazer. E por pensar nisso, lembro de pessoas. As que me acompanhavam nisso, sinto falta. Estão tão longe. Física e Metafisicamente. Lembro e penso como era gostoso ler, ouvir e saber sobre aquelas coisas que essas pessoas tinham em suas mentes doentes. As coisas que passavam nas cabeças dessas pessoas quando, como eu, estavam também submetidas ao além, em um estado alterado glorioso ou não, quando estávamos tomando Coca, por exemplo.
(Sei lá, sei lá...)
Hoje, isso está completamente defasado e desvalorizado, empoeirado em páginas de hipertexto e guardado, porém todavia, não?
(O mais foda é que aquilo tudo hoje parece mentira.)
Acho tão engraçado saber coisas, receber ou ser procurado por qualquer um apenas para estar ciente, geralmente, dos erros alheios. Prefiro não saber, aviso desde já.
(Não me importo com a homossexualidade de niguém, meu.)
Seria tudo mais legal se ninguém mudasse.
(Qualquer coincidência com os sulfixos do título é pura culpa do acaso.)
Ouça Black Out do Pavement, é massa.

30 janeiro 2008

Sempre Chico

Já conheço os passos dessa estrada

Sei que não vai dar em nada

Seus segredos sei de cor

Já conheço as pedras do caminho

E sei também que ali sozinho

Eu vou ficar, tanto pior

O que é que eu posso contra o encanto

Desse amor que eu nego tanto

Evito tanto

E que no entanto

Volta sempre a enfeitiçar

Com seus mesmos tristes velhos fatos

Que num álbum de retrato

Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo

Procurar o desconsolo

Que cansei de conhecer

Novos dias tristes, noites claras

Versos, cartas, minha cara

Ainda volto a lhe escrever

Pra dizer que isso é pecado

Eu trago o peito tão marcado

De lembranças do passado

E você sabe a razão

Vou colecionar mais um soneto

Outro retrato em branco e preto

A maltratar meu coração


(ao som de adriana calcanhotto - esquadros)

Blood On The Ground

I don't want to talk to you anymore
I'm afraid of what I might say
I bite my tongue everytime you come around
Cause blood in my mouth beats blood on the ground
Hand over my heart
I swear I've tried everything I could
Within all my power two weeks and one hour
I slaved and now I've got nothing to show
Oh if only you'd grow taller than a brick wall
From now on I'm gonna start holding my breath
When you come around and you flex that fake grin
Cause something inside of me has said more than twice
That breathing less air beats breathing you at all
I don't want to talk to you anymore
I'm afraid of what I might say
I bite my tongue everytime you come around
Cause blood in my mouth beats blood on the ground
Hand over my mouth I'm earning the right to my silence
In quiet discerning between ego and timing
Good judgement is once again proving to me that it's
Still worth it's weight in gold
From now on I'm gonna be so much more wary
When you start to speak and my warm blood starts to boil
That seeing you is like pulling teeth
And hearing your voice is like chewing tin foil
I don't want to talk to you anymore
I'm afraid of what I might say
I bite my tongue everytime you come around
Cause blood in my mouth beats blood on the ground
High fives to a better judgement
By saying less today I will gain more
Low twos to you my fickle friend
Who brought the art of silent war

29 janeiro 2008

Corrida.

Eu trago poucas palavras pra você. Não sei se devo usá-las, porque eu tenho medo. Essa é a verdade. E eu não preciso ter mas tenho. É culpa da insegurança, eu sei. Se eu usasse-as, você correria dias. E talvez assim, eu corresse também. Mesmo sem ter dormido. Mesmo sem ter comido. Mesmo sem ter você. Mesmo sem ter vontade. Eu correria.

28 janeiro 2008

DieT

Meu gatilho é o 'Play',
O meu fone é o cano,
E o projétil é uma razão que eu encontrei.

Só. Isso.

I want to drink you, scare you, f*ck you and film you.

07 janeiro 2008

O que eu quis ouvir de tarde.

Eu lembro da panturrilha
A sombra dela
Fim de tarde
Com a distâcia é só saudade
E mesmo perto há distância
A vontade de falar
Ouvir do outro lado
O telefone na verdade é sempre mudo
E eu não mudo.
E nem você.

31 outubro 2007

Ainda não é hora de citar nomes.

Do carro eu vejo o que escrevem por aí
Observo coisas que eu mesmo nunca vi
Lembro que esqueço não saber sobre acidentes
E nem tenho muita urgência em conhecê-los frente a frente.

Eu não tenho tempo mas enxergo de qualquer lugar

Nunca estive nessa rua, não conheço esse lugar
Sempre penso que estar sujo é bem melhor do que sujar
Putas nas esquinas das igrejas fazem sua arte
E a cidade cresce sem sabor por toda parte

Meus amigos e seus carro franceses
Inimigos relaxando na piscina.

18 setembro 2007

Contos da V. S/A (nº2)

Como um Gentleman ele abriu a porta do seu carro novo pra sua garota.
Um tempo depois:
- Você vai demorar, amor!?
-...

(Tic-tac, tic-tac, tic-tac...)

- Eu tô ficando assustada?!
-...

BUUUUUMMMM!!!

- Não era você que gostava de...




(Eu nunca gostei muito de Paralamas, mas um amigo novo que eu fiz sim. E eu me lembrei agora do grande clichê. Foda. :~)

17 setembro 2007

Contos da V. S/A

(Após o banho, o último passeio da viagem)


POW
...
POW... (shhh)
POW... (silêncio)
...zZZzzZZZzzzZzz...

Dessa vez não foi eu quem...!

15 setembro 2007

Lâminas Enferrujadas (A Resposta)

E eu sou bem grosso. Não, não preciso disso nem passar por isso. Só, só queria ficar de buena. Rir, chorar, chorar de rir, dormir com o carinho de uma cabeça sobre meu peito. Sabe, é uma pena que eu apenas queira e só consiga pensar em sexo. Talvez se minhas mãos não estivessem assim, talvez se eu tivesse outros amigos, talvez se os seus fossem só amigos e não cânceres pseudopoéitcos ambulantes, que enferrujam lâminas e lâminas, que estragam à distância e à domicílio. Talvez se seu quarto fosse decorado com meu nome e não com meu apelido, talvez se eu fosse um simpatizante de um ménage à trois, talvez se pra você eu não fosse um idiota, talvez se todo esse tempo fosse levado em conta, talvez se eu tivesse um instinto paternal um pouco mais aguçado pra adotar um menino bem gordinho, talvez se não houvessem links de terror, talvez se eu não visse os crimes que você não comete sozinha, talvez assim as mãos estariam dadas e como a antiga história(feliz).

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23 agosto 2007

Tumor.

Toda cinza fora do cinzeiro
Pouca coisa muda de dezembro a dezembro
Todo mundo diz que é um medo embrionário
De qualquer forma é pouco e já é autoritário

Toda fumaça não me justifica esse tumor
Qualquer fumaça não me justifica..

(Música de circo...)

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As coisas estão voltando. Muitas delas. Como se eu estivesse rebubinando a fita.

14 maio 2007

Bom gosto.

Eu gosto do gosto do sangue
Gosto do café puro
Seus defeitos
Pêlos
Gosto demais
Ouvir Queens, gosto
Sexo
Eu gozo
E gosto muito
Só não gosto de sangrar.

11 maio 2007

Tava no livro

Não vou desperdiçar água alguma, nem usar em vão o nome da Poesia. Não, não quero mentir. Prefiria ser cego, e não ver isso tudo. Ou até mesmo surdo pra não ter ouvido aquilo. Todos os tiros eu tenho tomado pelas costas e não é surpresa. Eu posso estar em coma ou estar de cama, também posso só estar exagerando, mas ainda estou certo. E eu não preciso de nada. Nem do vinho, nem de droga alguma. Lembro-me de Zé: "Eu tenho a palavra certa pra 'Doutor' não reclamar"!
Quando eu abri e li na prólogo: "Não esquente a cabeça!", eu não entendi.
Acho melhor...

08 maio 2007

Depois das brigas e de você levantar o tom de voz.

Eu fecho os olhos
Me arrepio inteiro
Não consigo nem falar.

03 maio 2007

Fora da Ordem.


"Escuras coxas duras tuas duas de acrobata mulata/ Tua batata-da-perna moderna trupe intrépida em que fluis/Estou em Sampa de onde não se vê quem sobe ou desce a rampa/ Alguma coisa em nossa transa é quase luz forte demais/ Parece por tudo à prova, parece fogo, parece parece paz/ Parece paz!/ Pletora de alegria um show de Jorge Ben Jor dentro de nós/ É muito, é grande, é total." (Caetano Veloso)


Família reunida. Caos pela manhã. Agora é correr...

28 abril 2007

Eba, até que enfim.

Frio. Elegância dividida entre Syd e Bob. Passeio pela rua enquanto todos querem ir, querem dormir. A voz rouca, as bebidas geladas, sorrisos, os abraços apertados e quentes. Um jazz, uma música decente, um ruído de motor, um silêncio, é tudo tão diferente mas não. As cordas novas e enferrujadas, mas sabe, eu gosto do arranhar. (dói minha cabeça)

25 abril 2007

No Caminho;


Pegar a bicicleta, uma máquina e o discman.

Fotografar lugares bonitos, momentos inusitados.

Passear e exercitar-se. Relaxar com um cigarro.

Ouvir as músicas preferidas dos dias tristes nas horas boas de felicidade.

Tirar da cabeça aqueles probleminhas.

Sei lá, coisas assim, por aí.


(Keane - Is It Any Wonder?)

18 abril 2007

Cadê o whisky, porra?!

...a cinza foi girando e caindo, como as folhas costumavam fazer no outono antes dessa história de aquecimento global, menstruação, vegetarianismo opcional, reggae virar uma mania de uma cidade num mundo onde não ser simpatizante do homossexualismo é ser homofóbico. pois bem, continuando, e eu também, mas caía reto. só não sei se não encontrarei nunca o chão que me espera ou se já estou nele com a sensação de estar caindo.

Attila Zoller - Blues In The Closet