18 maio 2010

Me Deixas Louco

Amor meu, belíssima mulher de noites e dias de sonhos reais que eu apenas tenho a viver, fiquei tendo previsões (ou seriam objetivos pré-planejados, btw) que me excitaram em demasia e me deixaram bastante ouriçado, e ansioso, mais do que eu já estava, digamos que, desde nossa primeira troca de palavras. Nelas, estas visões, eu me via, consigo, por ruas numa noite fria e sugestiva de Curitiba, ambos bêbados, eu com uma garrafa de vinho tinto na mão esquerda e com o maravilindo Marlboro vermelho na direita, amarelando meus dedos e pra você, diante dos meus queridos amigos, estava eu a cantar uma singular canção de amor que me toca demasiado e você simplesmente transformando minhas palavras em ações, como eu almejava em silêncio - apaixonei-me profundamente ainda mais naquele breve instate inebriante de paixão. Noutras, estávamos prestes a nos amar doce e sobejamente, e pelas suas costas, ao pé do ouvido, sussurrava-lhe a mesma canção. Você, do alto de sua inacreditável beleza, nua, naturalmente, e de olhos fechados, com muito sono e cansaço, muito embora com incontrolável sede e fome, justamente como eu, me recebia e atendia e entendia sem sombras de tédio que assim é e será o nosso amor. Amo-lhe, sabia?!

23 abril 2009

Tão esporádica quanto às más noites de sono – ou de ausência do mesmo – que eu tenho – ou não, enfim – é a visão que me ocorre nestas mal-vindas e não saudosas fatídicas ocasiões, não devido somente à nebulosa onírica que envolve e gravita pesadamente inerente aos detalhes e acontecimentos impressos nos frames imateriais deste vídeo exclusivo e inacabado do meu cérebro - que trataremos logo mais em breve - mas sim à impertinência de isso acontecer justamente comigo, sabe?
Se ainda que eu fosse um imundo gordo seboso ou tal qual o primeiro parágrafo de descrição, ou seja lá o que for aquilo, sobre o Jô, segundo os editores voluntários do Desciclopédia, seriam muito mais inteligíveis e digeríveis as noites de insônia, biologicamente falando, afinal, com um grande e bem adestrado sistema digestivo, sempre estimulado com um estilo de vida pendendo ao absoluto sedentarismo acarreta no acúmulo de gorduras e na quantidade e qualidade de sono insuficiente, e, quanto às imagens desprovidas de perfeita e completamente daquilo que conhecemos por sentido. Mas não.
Em contrapartida, sou delgado e saudável, bastante esperto o bastante não exatamente inteligente, leio por interesse, por me identificar com o que quero ler, por puro hedonismo e culto ao eu inculto da coisa mesmo, não pra expor, vez por outra, num vernissage meia-boca, em algum gueto pretensiosamente cultural, algo do tipo: “As Melhores 101 Capas, Histórias & Títulos De Livros Que Eu Quase Li Em Fevereiro”; tampouco para impressionar os contáveis fiéis seguidores e zumbis devotos de uma religião baseada na mentira intelectual que consiste no Voto de Engorda, não acabar o que o iniciado iniciara, tomar vícios e idéias emprestados e adorá-los, tendo-os como semideuses, ou mais, ou santos, ou quase algo próximo disso ou daquilo, e, o principal, a cereja do bolo: supostamente venerar 26 deus distintos em templos que apetecem incautos ao martírio induzido do A ao Z, literalmente, porém, tais deuses têm poderes totais de equivalente magnitude, poderes esses que permitem e dão suporte à persuasão, auto-afirmação e autoflagelo, já que torna seus membros numa chacota coletiva ambulante e espalhada por onde há chão, sendo que, também supostamente, em retribuição à obediência, servidão e martírio, os deuses lisonjeados derramar-lhes-iam a benção e o dom da sabedoria sobre a irmandade.
¾ dos adeptos desta crença em ascensão aguardam fervorosamente em vigília, com um olho no Machadinho de Assisinho e outro no Dan Brown, que isso aconteça, os outros ¼ desistiram e estão estudando Filosofia em faculdades privadas.
De toda a forma, a estrutura, mais precisamente a sala de cinema onde as estranhas imagens são exibidas repetidamente com periodicidade oscilante e sem fim é o meu crânio. O que, de fato, já é brutalmente chato e dispensável, ora porque é absolutamente incômodo, ora porque há instantes em que eu me encontro remoendo essa história toda, buscando motivos pra não achar nonsense o que é visto, sem sucesso aparente. Há um terceiro movimento em que me vejo elaborando teorias e hipóteses e a única teoria que eu formulei fora: “Tudo é uma ilusão! Sem lembranças nem projetos”. Parecera-me tanto com pensamentos recorrentes de um porco deprimido, criado em apartamento, fruto da solidão e da poluição da capital, que acabei por abandonar, e também pelo fato de não ter cientificidade e, na real, não é, nunca foi e nem será uma teoria.

(continua)

04 março 2009

Incômodo.

- Incômodo?


- Incômodo como ser observado.

13 janeiro 2009

De noite na cama.

De noite, quando acaba a luz, digo, quando cai a energia, parece que no exato momento em que isso ocorre o que também é interrompido junto com a a corrente elétrica é o tempo. Infelizmente isso torna-se ainda mais evidente uma vez que à partir de tal queda o ventilador pára e o calor triplica e aí sim o tempo fica estagnado. Bem-aventurados aqueles que possuem mp3 players carregados de músicas maravilhosas capazes de retratarem perfeitamente bem toda e qualquer condição.

12 janeiro 2009

Doce Ilusão

Vim cansado de mim
Voltei como quem não foi
Foi só te ver
Pra ver que viver sem você vai ser triste demais, hum
Vai ser nunca mais, seus beijos de amor seus ais
Mais ficar com você, pode ser pior, muito mais triste que sozinho

É amor de verdade ou mais um ilusão?
Veneno, que alegra o coração;

Vai, me deixa em paz, vai ser bem melhor assim
Não quero mais, olhar seu olhar, nem ouvir sua voz me mentindo
Sorrindo pra mim, dizendo: "te quero, amor!"
Quem sou, eu onde estou?
Já não posso mais fugir, fingir agora é tarde

Nada disso é verdade, diz a voz da razão
Calando a dor do coração,
Às vezes, um sim dói mais que um não...

Às vezes um não dói mais que um sim...
Às vezes a vida faz assim

25 dezembro 2008

Hey

Fim de ano, sinônimo de alegria? Seria mais coerente alergia a fim de ano. Que massa! Tipo, é a mesma coisa, o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro, sempre. Dentro deste pequeno espaço de tempo que tem em um ano a gente promete, agiliza, faz, se fode, e no fim, é igual ao ano passado, ou não. Pessoas, brigas, amores, músicas... há um trânsito infinito de fatos e fatores que influenciam e são influenciados pelas escolhas, acertos e erros que cometemos. Prometo que esse ano que vem vai ser um grande EU a minha linda prioridade.

Ao som de Snot - Stoopid

16 novembro 2008

Suscito.

Eu sei que adoraria vê-me satisfeito
Não fi-lo
Mas mesmo que tivesse feito
Eu sempre negaria àquilo.

Merecimento é a lígua que você esqueceu de aprender.

20 outubro 2008

Como disco de vitrola.

Felizmente* acho que as coisas começam se encaminhar. Profecia? Não. Volto aqui, acho que os ensaios também estão a caminho. Vou escrever de novo. Ou não. Enfim. Fica em aberto.
* = palavra rara a vida, perigosa.

24 junho 2008

QUANDO ANDO PENSANDO.

Ando pensando que, ultimamente, ao andar por aí pensando nas coisas, se encontra pensamentos perdidos como conhecidos que caminham pra cima e pra baixo, nos bares, nas ruas. Incrível, não?
(Isso acontece quando eu estou parado também, sozinho ou não.)
Madrugadas em claro falando sobre as ligações entre o metano liberado por humanos e animais e a Globalização, Internet, enfim, pensando bobagens, mas sendo ouvido.
(Eu achei isso supergostoso.)
Penso também na quantidade que eu tenho ingerido de coisas que me destróem aos poucos mas me satisfazem e me dão prazer. E por pensar nisso, lembro de pessoas. As que me acompanhavam nisso, sinto falta. Estão tão longe. Física e Metafisicamente. Lembro e penso como era gostoso ler, ouvir e saber sobre aquelas coisas que essas pessoas tinham em suas mentes doentes. As coisas que passavam nas cabeças dessas pessoas quando, como eu, estavam também submetidas ao além, em um estado alterado glorioso ou não, quando estávamos tomando Coca, por exemplo.
(Sei lá, sei lá...)
Hoje, isso está completamente defasado e desvalorizado, empoeirado em páginas de hipertexto e guardado, porém todavia, não?
(O mais foda é que aquilo tudo hoje parece mentira.)
Acho tão engraçado saber coisas, receber ou ser procurado por qualquer um apenas para estar ciente, geralmente, dos erros alheios. Prefiro não saber, aviso desde já.
(Não me importo com a homossexualidade de niguém, meu.)
Seria tudo mais legal se ninguém mudasse.
(Qualquer coincidência com os sulfixos do título é pura culpa do acaso.)
Ouça Black Out do Pavement, é massa.

30 janeiro 2008

Sempre Chico

Já conheço os passos dessa estrada

Sei que não vai dar em nada

Seus segredos sei de cor

Já conheço as pedras do caminho

E sei também que ali sozinho

Eu vou ficar, tanto pior

O que é que eu posso contra o encanto

Desse amor que eu nego tanto

Evito tanto

E que no entanto

Volta sempre a enfeitiçar

Com seus mesmos tristes velhos fatos

Que num álbum de retrato

Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo

Procurar o desconsolo

Que cansei de conhecer

Novos dias tristes, noites claras

Versos, cartas, minha cara

Ainda volto a lhe escrever

Pra dizer que isso é pecado

Eu trago o peito tão marcado

De lembranças do passado

E você sabe a razão

Vou colecionar mais um soneto

Outro retrato em branco e preto

A maltratar meu coração


(ao som de adriana calcanhotto - esquadros)

Blood On The Ground

I don't want to talk to you anymore
I'm afraid of what I might say
I bite my tongue everytime you come around
Cause blood in my mouth beats blood on the ground
Hand over my heart
I swear I've tried everything I could
Within all my power two weeks and one hour
I slaved and now I've got nothing to show
Oh if only you'd grow taller than a brick wall
From now on I'm gonna start holding my breath
When you come around and you flex that fake grin
Cause something inside of me has said more than twice
That breathing less air beats breathing you at all
I don't want to talk to you anymore
I'm afraid of what I might say
I bite my tongue everytime you come around
Cause blood in my mouth beats blood on the ground
Hand over my mouth I'm earning the right to my silence
In quiet discerning between ego and timing
Good judgement is once again proving to me that it's
Still worth it's weight in gold
From now on I'm gonna be so much more wary
When you start to speak and my warm blood starts to boil
That seeing you is like pulling teeth
And hearing your voice is like chewing tin foil
I don't want to talk to you anymore
I'm afraid of what I might say
I bite my tongue everytime you come around
Cause blood in my mouth beats blood on the ground
High fives to a better judgement
By saying less today I will gain more
Low twos to you my fickle friend
Who brought the art of silent war

29 janeiro 2008

Corrida.

Eu trago poucas palavras pra você. Não sei se devo usá-las, porque eu tenho medo. Essa é a verdade. E eu não preciso ter mas tenho. É culpa da insegurança, eu sei. Se eu usasse-as, você correria dias. E talvez assim, eu corresse também. Mesmo sem ter dormido. Mesmo sem ter comido. Mesmo sem ter você. Mesmo sem ter vontade. Eu correria.

28 janeiro 2008

DieT

Meu gatilho é o 'Play',
O meu fone é o cano,
E o projétil é uma razão que eu encontrei.

Só. Isso.

I want to drink you, scare you, f*ck you and film you.

07 janeiro 2008

O que eu quis ouvir de tarde.

Eu lembro da panturrilha
A sombra dela
Fim de tarde
Com a distâcia é só saudade
E mesmo perto há distância
A vontade de falar
Ouvir do outro lado
O telefone na verdade é sempre mudo
E eu não mudo.
E nem você.

31 outubro 2007

Ainda não é hora de citar nomes.

Do carro eu vejo o que escrevem por aí
Observo coisas que eu mesmo nunca vi
Lembro que esqueço não saber sobre acidentes
E nem tenho muita urgência em conhecê-los frente a frente.

Eu não tenho tempo mas enxergo de qualquer lugar

Nunca estive nessa rua, não conheço esse lugar
Sempre penso que estar sujo é bem melhor do que sujar
Putas nas esquinas das igrejas fazem sua arte
E a cidade cresce sem sabor por toda parte

Meus amigos e seus carro franceses
Inimigos relaxando na piscina.

18 setembro 2007

Contos da V. S/A (nº2)

Como um Gentleman ele abriu a porta do seu carro novo pra sua garota.
Um tempo depois:
- Você vai demorar, amor!?
-...

(Tic-tac, tic-tac, tic-tac...)

- Eu tô ficando assustada?!
-...

BUUUUUMMMM!!!

- Não era você que gostava de...




(Eu nunca gostei muito de Paralamas, mas um amigo novo que eu fiz sim. E eu me lembrei agora do grande clichê. Foda. :~)

17 setembro 2007

Contos da V. S/A

(Após o banho, o último passeio da viagem)


POW
...
POW... (shhh)
POW... (silêncio)
...zZZzzZZZzzzZzz...

Dessa vez não foi eu quem...!

15 setembro 2007

Lâminas Enferrujadas (A Resposta)

E eu sou bem grosso. Não, não preciso disso nem passar por isso. Só, só queria ficar de buena. Rir, chorar, chorar de rir, dormir com o carinho de uma cabeça sobre meu peito. Sabe, é uma pena que eu apenas queira e só consiga pensar em sexo. Talvez se minhas mãos não estivessem assim, talvez se eu tivesse outros amigos, talvez se os seus fossem só amigos e não cânceres pseudopoéitcos ambulantes, que enferrujam lâminas e lâminas, que estragam à distância e à domicílio. Talvez se seu quarto fosse decorado com meu nome e não com meu apelido, talvez se eu fosse um simpatizante de um ménage à trois, talvez se pra você eu não fosse um idiota, talvez se todo esse tempo fosse levado em conta, talvez se eu tivesse um instinto paternal um pouco mais aguçado pra adotar um menino bem gordinho, talvez se não houvessem links de terror, talvez se eu não visse os crimes que você não comete sozinha, talvez assim as mãos estariam dadas e como a antiga história(feliz).

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23 agosto 2007

Tumor.

Toda cinza fora do cinzeiro
Pouca coisa muda de dezembro a dezembro
Todo mundo diz que é um medo embrionário
De qualquer forma é pouco e já é autoritário

Toda fumaça não me justifica esse tumor
Qualquer fumaça não me justifica..

(Música de circo...)

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As coisas estão voltando. Muitas delas. Como se eu estivesse rebubinando a fita.